Casos explodem e Fernandópolis já registra primeira morte por dengue

GERAL - 18:20:50
Casos explodem e Fernandópolis já registra primeira morte por dengue

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou a primeira morte por dengue em Fernandópolis. A vítima foi uma mulher de 69 anos que tinha comorbidades (hipertensão e problemas cardíacos), morava no Bairro Boa Vista e morreu no dia 17 de fevereiro, mas só agora o resultado do exame confirmou a causa do óbito.
De acordo com o último levantamento divulgado nesta sexta-feira, 15, pela Secretaria de Comunicação da Prefeitura, são 1.621 casos da doença no município e uma morte. 
“Diante da epidemia de dengue que se espalha pela região noroeste, a determinação do Ministério da Saúde é que a pessoa quando procura atendimento com sintomas da doença, o caso já é confirmado como dengue, até para que a pessoa já inicie a hidratação, independente do exame de sangue”, diz a nota.
A prefeitura diz que vem empregando uma força-tarefa para combater os criadouros do mosquito Aedes aegypti. O secretário de Saúde, Flávio Ferreira, explicou que Fernandópolis possui 2.115 quadras e que até o início do mês 1.143 já tinham realizado operação de bloqueio por agentes de vetores e agentes comunitários. A pulverização veicular, com apoio da Sucen, também atingiu mais de cinco centenas de quadras. Além disso, a prefeitura e Sucen tem realizado a pulverização casa a casa, pulverização veicular, para ampliar o bloqueio. A pulverização veicular pelos bairros com maior número de casos da doença com apoio da Sucen vem ocorrendo às quartas, quintas e sextas-feiras, entre 18h30 e 23h30, informou a Secretaria de Comunicação. 
“Se a população não se engajar nesta luta, não vamos vencer esta guerra. Estamos realizando bloqueios, pulverizações, mas a população precisa se engajar nesta luta”, disse o secretário ao citar o exemplo de um bairro da zona norte onde os agentes encontraram em apenas duas quadras, 40 focos criadouros do mosquito.
A gravidade da epidemia este ano é potencializada pelo fato de que está em circulação na cidade o subtipo 2 da dengue, que tem gravidade maior. A explicação é que o vírus que circulava na região era o subtipo 1 e a população já tinha imunidade. Como o subtipo 2 é diferente, a população não tem imunidade e por isso aumentou o número de casos. 
Com o aumento de casos, a prefeitura diz que todas as 17 UBSs dos bairros estão preparadas para dar atendimento aos pacientes. Muita gente, contudo, tem procurado a UPA – Unidade de Pronto Atendimento - onde o número de pessoas atendidas aumentou mais de 100%.

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