Toindo, a mobilidade que virou oportunidade de trabalho

OBSERVATÓRIO - 19:34:38
Toindo, a mobilidade que virou oportunidade de trabalho

O aplicativo de mobilidade urbana Toindo está completando quatro meses e, como já anunciou reportagem do CIDADÃO, virou febre entre os usuários e uma oportunidade de trabalho para profissionais que estavam à margem do mercado. Tem motorista que já atingiu renda bruta acima de R$ 7 mil. A expansão superou expectativas e o aplicativo que começou em Fernandópolis já está em oito cidades e chegando agora em Araçatuba e Birigui. Fernando Silva, diretor da startup revela, nesta entrevista ao CIDADÃO, que o sucesso pode ser medido também pelo número de usuários cadastrados que já ultrapassou a marca de 10 mil e pelo sucesso que faz em grandes eventos na região como o Carnaval Oba em Votuporanga e, mais recentemente, no Rodeio Show em Jales. Foi o que publicou o Jornal de Jales na edição de domingo, dia 20: “A grande novidade do Jales Rodeio Show realizado entre os dias 11 e 14 de abril não estava na arena nem no palco, mas fora do recinto da festa. Desta vez, independente dos shows sertanejos e dos corcoveios dos bois e cavalos tentando derrubar os peões, os frequentadores mais exigentes e precavidos puderam contar com um serviço que já virou mania em cidades maiores — o aplicativo de mobilidade urbana. O ‘Toindo’, virou febre nos quatro dias de festa e tudo indica que vai se transformar em permanente meio de transporte para quem precisa se deslocar de um lado para outro sem se preocupar com sinais de trânsito, policiais, consumo de bebida alcoólica e sonolência”. Veja a entrevista:


O aplicativo de mobilidade urbana está completando quatro meses e virou febre na região. Esse serviço chegou para ficar?
Com certeza. O aplicativo tem apenas 4 meses, mas muito tempo de estudo e trabalho duro. Fizemos pesquisa de mercado e investimos em um projeto a longo prazo. Os números confirmam que estamos no caminho certo.
A iniciativa lançada em Fernandópolis, já se espalhou pela região e até outros estados. Quais as metas para os próximos meses?
A nossa ideia inicial era implantar o Toindo em cidades com menos de 100 mil habitantes, mas tivemos convites de Associações para trabalhar em cidades maiores e já começamos a implantação. Estamos em ritmo acelerado, mas a principal meta é implantar e consolidar para depois seguir para outra cidade. Em quatro meses de atuação estamos em oito municípios.
Outros aplicativos de mobilidade como o Uber e 99, enfrentaram resistência de categorias consolidadas como os taxistas, por exemplo. A startup também enfrenta esses problemas?
Claro, com o Toindo não é diferente. Mas seguimos uma política de diálogo e sempre que possível conversamos e oferecemos parcerias com outras categorias, umas abraçam e outras não. Isso é natural, entendemos perfeitamente. 
A regulamentação desse serviço já está sendo proposta nas cidades onde o Toindo chegou?
Já sim, e isso é muito importante para o nosso aplicativo. Somos a favor da regulamentação e estamos dispostos a fazer de tudo para que isso aconteça o mais rápido possível. Araçatuba e Birigui, por exemplo, já estão regulamentadas, possuem suas associações e isso facilita muito o nosso trabalho, dá mais credibilidade ao serviço, garantias e segurança na ativação dos motoristas. Tanto o motorista quanto o passageiro só ganham com isso, e consequentemente o aplicativo também.
Quem são os grandes usuários do Toindo em Fernandópolis e região?
No banco do passageiro dos nossos motoristas é comum sentar estudantes, universitários, comerciários, profissionais autônomos e filhos de pais que confiam em nosso serviço, que, enquanto trabalham e não podem levar as crianças para a escola e atividades recreativas e de reforço escolar. Outro público que tem carona garantida são as pessoas que querem se divertir a noite, que saem para festas, por exemplo, e respeitam a lei da Balada Responsável, não dirigindo depois de beber.
O número de passageiros cadastrados vem aumentando. Essa curva ascendente está dentro do previsto ou surpreendeu?
Vem aumentado e muito. Isso foi uma grata e empolgante surpresa. Realmente as pessoas compraram a nossa ideia e aprovaram os nossos serviços. Me lembro que na primeira matéria que CIDADÃO fez divulgando o aplicativo tínhamos 2 mil usuários cadastrados. Hoje, apenas três meses depois, passamos de 10 mil. Isso porque a parceria com Araçatuba e Birigui foi ativada ontem (a entrevista foi concedida na quarta-feira, 24) e o cadastrado de usuários começa hoje (25). Preciso dizer aqui, que isso se deve muito no critério na escolha dos motoristas. Prezamos muito por isso e o resultado é muito positivo com motoristas educados, solícitos, e isso é importantíssimo. Temos casos, de motoristas que ajudam a carregar as compras quando enxergam a necessidade do passageiro, segura a criança enquanto a mãe desce do carro...tudo isso é muito valorizado, já tivemos casos de pessoas agradecendo e relatando casos como eu citei acima nas redes sociais. 
A crescente procura gera também a necessidade de oferta de maior número de motoristas. Como o aplicativo controla o ingresso de motoristas para que o serviço prestado seja de qualidade?
Só adicionamos motoristas quando enxergamos a real necessidade de cada lugar. A nossa intenção é que o motorista ganhe dinheiro, que ele faça o maior número de corridas possível. Isso é um grande desafio porque também não podemos deixar os passageiros na mão, tudo é bem estudado. Fazemos de tudo para servir bem, e deixar motorista e passageiro satisfeitos.
Muitos dos motoristas, homens e mulheres, que se cadastraram no Toindo são profissionais desempregados ou pessoas que querem uma nova fonte de renda. A procura pelo cadastro é grande? Tem fila de espera? Como funciona?
Temos vários perfis. Muitas pessoas sem oportunidade emprego e que hoje faturam bruto mais de sete mil por mês. Se você tirar os custos com combustível e manutenção, a renda mensal líquida gira em torno de cinco mil. Não é fácil encontrar um salário desse. Embora, não se tenha as garantias que um emprego com carteira assinada dá, porque nesse caso não existe vínculo. Mas na situação econômica do país, é uma oportunidade considerável. Temos casos de pessoas que trabalham com carteira assinada e que fazem do aplicativo um bico. Tem casal que reveza o carro e trabalha em horários alternados...o pessoal se vira e garante um extra no final do mês. Há fila de espera sim e conforme a necessidade fazemos a ativação.
Quais são as regras para que o aplicativo seja bom para o passageiro e para o motorista?
Então, isso foi o que a gente sempre pensou desde o início. Queríamos algo que fosse bom para os dois. Posso citar aqui vários motivos: cadastro com dados pessoais, e no caso do motorista com certidão negativa de antecedentes criminais; percurso em tempo real, que garante sabermos quem está no carro, tanto ao volante quanto no banco de trás; avaliação tanto de um quanto do outro no final da corrida; preço justo e conforto, livre do sol e da chuva. 
O aplicativo dispõe de motorista para atendimento a qualquer hora? Qual o tempo de resposta entre o chamado e o atendimento? 
Trabalhamos sempre para que o passageiro seja atendido a qualquer hora. Claro que em horários de pico os motoristas são chamados quase que ao mesmo tempo e isso gera uma demora maior, mas geralmente a espera gira em torno de três a quatro minutos.
No que o aplicativo Toindo difere dos outros, como Uber e 99?
Somos do interior e conhecemos um pouco melhor as dificuldades enfrentadas por aqui. Quando percebemos que há algum problema, principalmente quando a pessoa tenta chamar o motorista e não consegue ou cancela a corrida sem querer, por exemplo, a gente entra em contato na hora e oferece o suporte de forma bem simples. Os motoristas por exemplo falam direto com a gente e não apenas por e-mail como acontece com a maioria dos outros aplicativos. Outro diferencial está no ganho dos motoristas. Nós não cobramos porcentagem e sim uma taxa fixa, com isso o ganho do motorista é maior e o que ele faz é dele. Ele decide quanto quer trabalhar e quanto vai ganhar, fazendo seu próprio salário.

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