Mais de 100 alunos da Universidade Brasil devem ser expulsos por compra de vagas

GERAL - 13:15:45
Mais de 100 alunos da Universidade Brasil devem ser expulsos por compra de vagas

O delegado Cristiano Pádua, responsável pela operação “Vagatomia”, deflagrada hoje, 3, pela manhã em Fernandópolis, afirmou em entrevista coletiva concedida há pouco na sede da Polícia Federal de Jales, que mais de 100 alunos já foram identificados e, além de serem responsabilizados criminalmente pela fraude, perderão suas vagas na Universidade Brasil e terão que devolver todo o dinheiro pago pelos programas estudantis, seja o ProUni ou o Fies. 
A Operação Vagatomia investiga esquema de fraude na concessão do Fies e ProUni, além da comercialização de vagas e transferências de alunos do exterior, principalmente Paraguai e Bolívia, para o curso de medicina em Fernandópolis. Estimativas da Polícia Federal indicam que, nos últimos cinco anos, aproximadamente R$ 500 milhões do Fies e Prouni foram concedidos fraudulentamente.
“Já temos identificados mais de uma centena de alunos que compraram suas vagas, durante a investigação foi possível fazer isso, vamos identificar e responsabilizar esses alunos e os pais, em alguns casos, que concordaram em conseguir o acesso à universidade por meio de fraudes. Essa responsabilização é fundamental para dissuadir as práticas de fraudes como essa. Os beneficiários, no caso, não se enquadravam nos critérios do programa e por isso terão os financiamentos cancelados”, disse o delegado. 
INTERVENÇÃO 
Já o delegado regional de investigação no combate ao crime organizado do Estado de São Paulo, Marcelo de Carvalho, disse durante entrevista que a Universidade Brasil deve sofrer intervenção judicial para garantir o ressarcimento dos cofres públicos e o funcionamento da instituição para que não haja prejuízo aos demais alunos. 
“O juiz determinou que fosse dada ciência aos órgãos de educação sobre o assunto. O MPF também ajuizou uma ação civil pública para que a União assuma o controle da Universidade. Nós aguardamos então uma intervenção judicial de forma que o MEC tome controle da Universidade para garantir tanto o ressarcimento aos cofres públicos, quanto o regular funcionamento da instituição”, afirmou.  

 

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