PF faz nova ação na Universidade Brasil

GERAL - 08:11:50
PF faz nova ação na Universidade Brasil

A Polícia Federal de Jales voltou a fazer nova apreensão de documentos de alunos do curso de medicina na Universidade Brasil, na tarde desta segunda-feira, 9. A faculdade é investigada por suposto esquema que teria movimentado R$ 500 milhões em vendas de vagas no curso de medicina e fraudes no Fies, no ProUni e na prova do Revalida.

Segundo a PF, os policiais foram atrás de prontuários dos alunos que estariam guardados em uma sala que não tinha sido vistoriada na semana passada. Foram localizadas cerca de 600 pastas contendo documentos relacionados às matrículas. Os documentos apreendidos foram levados para a sede da PF em Jales onde vão passar por análise pericial.

Uma semana após ser alvo da operação Vagatomia, a Universidade Brasil quebrou o silêncio e disse que sindicância interna já apurava a denúncia de irregularidades desde abril. Em comunicado emitido nesta segunda-feira, 9, a instituição contesta as acusações e ataca a PF e o Ministério Público Federal (MPF). O texto diz que existe um complô para beneficiar concorrentes da faculdade.

A sindicância teria sido aberta quando a universidade foi alvo da Operação Asclépio, deflagrada pela Polícia Civil, que culminou na prisão de 17 pessoas ligadas à faculdade.

Na semana passada, a PF prendeu 20 pessoas suspeitas de participarem do esquema - parte delas já havia sido detida no início do ano e liberada. Entre os detentos estão três empresários e um médico de Rio Preto, além do proprietário da faculdade, José Fernando Pinto da Costa, e seu filho Stephano Costa, suspeitos de liderarem o esquema.

A universidade alega no comunicado que as investigações da PF podem afetar a imagem da instituição de ensino, o que supostamente beneficiaria concorrentes. "O recente episódio envolvendo a investigação de dirigentes e colaboradores da Universidade Brasil pode servir ao propósito das grandes corporações, que com sua sólida estrutura abalada poderá se tornar presa fácil para os especuladores educacionais de plantão, municiados com recursos de grupos estrangeiros", finaliza.

A universidade diz ainda que é "fantasia" apontar fraude de R$ 500 milhões no Fies, já que o valor movimentado é de R$ 80 milhões. "Ainda que todos os financiamentos fossem irregulares, esses valores não passam nem perto do número alegado", diz o comunicado.

Ainda com relação às fraudes no Fies e também no ProUni, a faculdade alega que possíveis irregularidades são de responsabilidade dos alunos, já que são eles que fornecem os dados socioeconômicos e os documentos analisados para concessão dos programas.

"A reitoria determinou a instauração de sindicância para apuração de todas as irregularidades no curso de medicina, FIES e Prouni, bem como determinou por meio de auditoria externa pela empresa Delloitte, especialmente contratada para esse fim, a apuração administrativa da conduta dos afastados e a verificação de todos os procedimentos adotados na Instituição e relacionados ao caso", diz a nota.

A direção da universidade diz que todos os membros investigados foram temporariamente afastados dos cargos, mas ressalta que as aulas seguem normalmente.

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