Foragidos da Vagatomia se entregam e Piratininga é solto

GERAL - 08:55:44
Foragidos da Vagatomia se entregam e Piratininga é solto

Os dois últimos foragidos da Operação Vagatomia, que investiga uma organização criminosa suspeita de vender vagas e cometer fraudes no Fies, Prouni e Revalida para estudantes de medicina ingressarem na Universidade Brasil, se entregaram nesta quinta-feira, 12, à Polícia Federal de Presidente Prudente. 
De acordo com a Polícia Federal, um dos suspeitos que se entregou é líder de uma igreja evangélica na região de Presidente Prudente e o outro é de Muritinga do Sul (SP), irmão de um vereador do município.
Ambos já foram presos em abril deste ano na Operação Asclépio da Polícia Civil de Assis, que investigou crimes relacionados ao curso de medicina da mesma universidade e foram soltos poucos dias antes da deflagração da Operação Vagatomia.                     
Ainda segundo a PF, das 11 pessoas presas que tiveram a prisão temporária prorrogada, uma vai continuar na cadeia porque a Justiça converteu a prisão para preventiva. As outras 10 podem ser soltas a partir da madrugada de hoje, 13, como foi o caso do diretor geral do campi de Fernandópolis, Amauri Piratininga. Ainda não há informações sobre a liberação ou não do presidente do Fefecê, Oclécio Dutra e de seu vice, Ricardo Saravali.
Os outros 12 suspeitos irão permanecer presos até o dia do julgamento. Entre eles o empresário e reitor da universidade, José Fernando Pinto Costa, de 63 anos, e o filho dele, Stephano Bruno. Ambos são apontados pela polícia como chefes da organização. Segundo estimativa da PF, o grupo pode ter usado R$ 500 milhões do fundo de forma fraudulenta e as vagas eram compradas pelos estudantes por até R$ 120 mil.
Investigações da Polícia Federal apontam que os dois usavam o dinheiro desviado para comprar jatinhos, helicópteros, imóveis e até para fazer viagens internacionais, enquanto faltavam materiais básicos na Universidade Brasil como papel higiênico.
O MPF - Ministério Público Federal - pediu a instauração de um inquérito policial para apurar a responsabilidade de servidores do MEC - Ministério da Educação - suspeitos de terem omitido informações para contribuir com as fraudes. 
OUTRO LADO 
A Universidade Brasil disse que está à disposição das autoridades para colaborar, identificar e indicar os responsáveis, com o objetivo de sanar todas as questões envolvidas neste caso.
A instituição ainda enfatiza que não há elementos que comprovem o conhecimento dos fatos pelo reitor, Fernando Pinto da Costa, e o filho dele e também dono da universidade, Stefano Costa até o momento.
O MEC afirmou que em casos de indícios de irregularidades, o FNDE irá instaurar processo administrativo para a responsabilização dos envolvidos.
Caso as irregularidades sejam comprovadas, serão aplicadas as penalidades previstas na Lei nº 10.260, de 2001, que vão desde a proibição de participação no programa até o ressarcimento dos valores cobrados indevidamente.

 

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