Pagamento a credores do Água Viva deve sair nos próximos dias

GERAL - 17:41:38
Pagamento a credores do Água Viva deve sair nos próximos dias

"Olá, gostaria que vocês dessem uma atenção aos ex-funcionários do Água Viva. Eles ainda não receberam nada com a venda do clube. Não foi pago nem a rescisão dos que estavam na ativa e os quatro salários atrasados. O dinheiro já está nas mãos do juiz há mais de dois meses.... tem gente passando necessidades, por favor nos ajude”. 
O apelo supracitado foi feito por uma ex-colaboradora do Água Viva na página oficial de CIDADÃO no Facebook e retrata a difícil situação dos credores do clube que aguardam ansiosos pelos recursos que têm direito. O leilão foi realizado no dia 28 de agosto, oportunidade em que o empresário fernandopolense, Luis Carlos Rodrigues, ofertou o maior lance e adquiriu o imóvel de 15 alqueires por R$ 6,1 milhões. 
O resultado foi muito comemorado à época tanto pelo arrematante, quanto pelas pessoas que têm algum dinheiro para receber da massa falida que estava em recuperação judicial desde 2015 e passou por diversas tentativas frustradas de leilão. Porém, toda expectativa de enfim receber o que lhes é de direito esbarrou na burocracia. 
Acontece que entre o leilão, em 28 de agosto, e sua homologação, se passaram quase 30 dias. Isso porque os trâmites burocráticos do certame foram questionados por meio de uma representação do administrador judicial do clube, Marcos Fontes, logo após o arremate. A alegação era de que Luisinho da LC, como é conhecido, teria descumprido um dos itens do edital, no que tange a forma de pagamento, que foi feito com uma entrada de 20% do lance e o restante parcelado em 30 vezes. 
O Ministério Público, no entanto, se manifestou dando parecer favorável ao leilão, ao apontar que o empresário teria cumprido todos os requisitos legais e pugnou pela homologação do leilão. O juiz Marcelo Bonavolonta também entendeu que não houve descumprimento ao edital e determinou a homologação e a posse do novo proprietário do imóvel. 
“Observo que foram obedecidos os regramentos legais constantes do Estatuto de Rito aplicado subsidiariamente à Lei Federal 11.101/2005, e o lance ofertado obedeceu o contido no edital e notadamente o mercado empresarial não sendo considerado preço vil. Nesse passo, verificando que foram preenchidas as condições do art. 903 do CPC, convalido o ato do gestor judicial do auto de arrematação para homologar a arrematação”, sentenciou o magistrado.
MAIS BUROCRACIA 
Contudo, mesmo após a homologação do leilão e do depósito judicial de mais de R$ 1,5 milhão, a justiça ainda não determinou o pagamento aos credores. Em contato com o administrador judicial da massa falida, Marcos Fontes, a demora se deve aos ritos judiciais. 
“Ainda hoje (ontem, 8,) o Ministério Público deve se manifestar no processo sobre o pagamento e acredito que teremos boas notícias muito brevemente. A Legislação é clara no sentido de que os primeiros a receber serão os que trabalharam no clube e têm até cinco salários mínimos para receber”, explicou o administrador.
 

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