Jovem jornalista deixa vida profissional de destaque para viver de “mochilão” pela Ásia

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 Jovem jornalista deixa vida profissional de destaque para viver de “mochilão” pela Ásia

“Sempre achei que o mundo era muito grande para ficar em Fernandópolis”. É assim que a jovem jornalista Débora Zampier inicia sua entrevista ao jornal CIDADÃO, concedida no último dia 26. Logo de cara, fica clara a vontade que a jovem possui, desde a adolescência, em conhecer o mundo, viver novas experiências e interagir com outras sociedades. O sonho de uma viagem por intercâmbio para os Estados Unidos, na adolescência, não se concretizou. Por outro lado, após a independência financeira, Débora irá finalmente realizar a “grande viagem” que planejou durante muito tempo.

Logo aos 17 anos a jovem deixou a casa dos pais para cursar, na Universidade de Brasília, a faculdade de jornalismo, unindo seu dom de escrever com a vontade de morar sozinha em outra cidade. “Estava em dúvida entre ir para São Paulo, onde passei em outra faculdade, ou ir para Brasília. São Paulo era muito perigoso aos olhos dos meus pais, por isso decidimos que Brasília seria o melhor local para fazer jornalismo”, diz Débora.

A garota dedicada conquistou empregos e postos de destaque no meio jornalístico da capital do país. Lá trabalhou para grandes empresas cobrindo casos de grande impacto nacional como o do esquema de corrupção “mensalão”, ficando sempre a par do que acontecia na praça dos três poderes. Porém, o sonho de Débora em realizar uma grande viagem ao estilo “mochilão” não poderia ser abortado por conta de seus planos profissionais ou pessoais.

Débora conta em entrevista que estudou por anos como realizaria sua aventura. “Muitas pessoas pensam que isso tudo foi de uma hora para outra, mas não é. Pensei muito sobre esta realização pessoal. Estudei a cultura dos países da Ásia, fiz cálculos sobre quanto iria gastar e decidi ir”, conta a jornalista. Até mesmo um relacionamento de três anos teve que ser revisto por conta desta viagem. “Vivemos em um tipo de cultura, estas pessoas, de outros locais, vivem de forma totalmente diferente. Minha vontade sempre foi de abrir a cabeça para novas experiências deste tipo”, reitera.

A aventureira irá passar por inúmeros países como Vietnã, Nepal, Sirilanka, Tailândia em uma viagem que possui cerca de um ano de duração.  Em locais como a Índia a atenção precisa ser redobrada por conta de questões como casos de estupro e violação dos direitos da mulher, rotineiros no país. “É preciso entender os códigos do local. Existem jeitos de como conversar com os homens, locais por onde não posso passar e horários que devem ser respeitados. Até mesmo olhar nos olhos dos homens na Índia pode ser uma insinuação. Diante disso pesquisei muito sobre como devo me comportar, perguntei para pessoas que moram lá e tomei todas as precauções tendo em vista que estarei sozinha. Estamos sujeitos a este tipo de coisa em todo lugar”, disse Débora.

Seus pais, Dalva e Mauro Zampier se preocupam com a decisão da filha. Por outro lado, entendem que a experiência é de suma importância para sua descoberta pessoal. “Eles (pais) estão cientes que tudo isso foi planejado. Já viajei para outros locais do mundo e eles sabem que sei me virar. Minha mãe confia muito em mim, meu pai fica mais preocupado, mas é algo que já está se tornando natural”, enfatiza. Sobre o namorado, Débora diz que sempre pensou em fazer a viagem antes de casar e ter filhos. E a escolha em realizar a façanha sozinha faz parte de uma das coisas que vai buscar na Ásia: autoconhecimento.

Seus gastos para a viagem giram em torno de 25 a 45 dólares por dia. Em alguns locais pretende passar algum tempo, em outros será somente uma visita rápida de algumas semanas. Segundo a jornalista, ela irá conhecer cerca de 16 países em sua viagem. “Escolhi uma época festiva para conhecer alguns dos países que vou percorrer. Por causa disso terei um contato maior com as culturas locais”, diz.

Ela fala ainda um pouco sobre como irá manter contato com amigos e relatar suas experiências: “para contar sobre a viagem e matar a saudade de casa, montei um blog sobre a minha experiência chamado Mundolândia. Lá irei relatar o antes e o depois da viagem”, disse Débora que trata sobre inúmeros assuntos em sua página. Na rede social Facebook ela já atingiu mais de 530 seguidores que irão acompanhar dia a dia sua viagem.   

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