Operação da Polícia Civil apreendeu dispositivos eletrônicos em empresa e condomínio de alto padrão; investigação apura participação de casal no esquema
Dispositivos eletrônicos apreendidos na operação da DIG. Foto: Divulgação/Polícia Civil
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Fernandópolis cumpriu, nesta quinta-feira (17), mandados de busca e apreensão em uma empresa e em um condomínio residencial de alto padrão em São José do Rio Preto. A ação faz parte de uma investigação sobre um caso de estelionato eletrônico que causou um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 100 mil a um idoso de 74 anos, morador de Fernandópolis.
Segundo a Polícia Civil, a vítima foi abordada por criminosos que se passaram por funcionários de uma instituição bancária por meio do aplicativo WhatsApp. Utilizando técnicas de engenharia social, os golpistas teriam convencido o idoso de que havia um suposto empréstimo fraudulento em seu nome e o induziram a realizar transferências bancárias sob o argumento de que seria necessário cancelar a operação.
As investigações conduzidas pela DIG apontam que uma empresária e seu companheiro, ambos residentes em São José do Rio Preto, teriam recebido os valores transferidos pela vítima. De acordo com a apuração, posteriormente os recursos teriam sido convertidos em criptomoedas e destinados a integrantes da organização criminosa.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam dispositivos eletrônicos que serão analisados pela investigação. O material poderá auxiliar na identificação de outros possíveis envolvidos, no esclarecimento da dinâmica do golpe e na tentativa de recuperar parcial ou integralmente o valor perdido pela vítima.
Em nota, a DIG destacou que a operação faz parte das ações da Polícia Civil para combater crimes cibernéticos e ressaltou a responsabilização de pessoas que emprestam ou cedem contas bancárias para a movimentação de valores provenientes de estelionatos.
Segundo a Polícia Civil, esse tipo de participação pode sujeitar o responsável às mesmas sanções previstas para os executores diretos do golpe, conforme as circunstâncias apuradas no caso.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer a extensão da atuação da organização criminosa.