Escritora Guarani compartilhou histórias e experiências com estudantes de Fernandópolis e mostrou como a influência indígena está presente no dia a dia dos brasileiros
Autora Guarani Geni Núñez compartilhou histórias e experiências. Foto - Divulgação
A literatura foi o ponto de partida para uma conversa sobre cultura, identidade e raízes indígenas nesta terça-feira (22), em Fernandópolis. Estudantes da Escola Municipal Agrícola Melvin Jones participaram de encontros com a escritora Guarani Geni Núñez, que compartilhou histórias, experiências e reflexões sobre os povos originários.
A atividade faz parte do projeto Mulheres da Literatura, promovido pelo Ministério da Cultura e pelo Governo do Estado de São Paulo, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Os encontros ocorreram pela manhã, na EMEFA Melvin Jones, e à tarde, na Biblioteca Municipal.
Durante a conversa, Geni aproximou os temas indígenas do cotidiano dos estudantes. Um dos exemplos foi a origem da palavra “pipoca”, mostrando como a influência dos povos originários está presente em palavras e costumes do dia a dia.
A escritora também falou sobre identidade, preconceito e estereótipos. De origem Guarani, Geni é formada em Psicologia pela UFSC, doutora pela USP e autora de quatro livros, dois infantis e dois voltados ao público adulto. Sua produção aborda temas como racismo, machismo e perspectivas indígenas.
Em formato de roda de conversa, os encontros permitiram que os alunos fizessem perguntas e compartilhassem experiências. Para Geni, aproximar os jovens da literatura é uma forma de estimular a imaginação e fortalecer o hábito da leitura.
Esta foi a segunda atração do projeto Mulheres da Literatura em Fernandópolis. A iniciativa começou em agosto, com a participação da contadora de histórias Thayame Porto.
A atividade proporcionou aos estudantes o contato com a produção de uma escritora indígena e novas perspectivas sobre cultura, identidade e a presença dos povos originários na sociedade brasileira.

