Palestra no Teatro Municipal ensinou crianças a reconhecer emoções, falar sobre sentimentos e buscar ajuda diante de situações de sofrimento
Cerca de 200 alunos da rede municipal de Fernandópolis participaram, nesta terça-feira (23), de uma ação dedicada à saúde mental e à valorização da vida. Realizada no Teatro Municipal, a atividade levou aos estudantes uma mensagem direta de acolhimento e prevenção: “Você não está sozinho”.
A iniciativa integrou o Programa Saúde na Escola (PSE) e reuniu estudantes do 4º ano das Emefs Alberto Senra, Coronel Arnaldo Francisco da Silva, Ivonete Amaral da Silva e José Gaspar Ruas. A ação foi realizada pelas secretarias municipais de Saúde e Educação dentro da programação do Setembro Amarelo.
A palestra foi conduzida pela psicóloga da Prefeitura, Cintia Tsuzuki Yasuda, que utilizou uma linguagem simples e adequada à faixa etária para conversar com as crianças sobre sentimentos como felicidade, medo, preocupação e raiva.
Em meio a brincadeiras, interações e frases positivas, os alunos foram incentivados a compreender que emoções fazem parte da vida e que situações de sofrimento não devem ser enfrentadas em silêncio. A orientação principal foi procurar ajuda e conversar com um adulto de confiança.
Pais, responsáveis, professores, supervisores e funcionários das escolas foram apontados como importantes pontos de apoio para as crianças. Segundo a orientação apresentada durante a atividade, o acolhimento deve começar pela escuta, com paciência e atenção aos relatos feitos pelos estudantes.
Quando houver necessidade de atendimento psicológico especializado, o encaminhamento deve ser iniciado pela Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência do bairro onde a família mora.
A ação faz parte de um trabalho permanente do Programa Saúde na Escola, que também desenvolve atividades relacionadas à odontologia, nutrição, vacinação e condicionamento físico. Coordenado pela enfermeira Dalva de Oliveira Marques, o programa busca levar ações de prevenção e cuidados com a saúde para dentro das escolas municipais.
No caso da saúde mental, a proposta é ampliar o diálogo desde a infância e identificar precocemente situações que possam exigir acompanhamento, reforçando a importância do acolhimento e da busca por ajuda.